EVODUXProdutos de inteligência para custos assistenciais
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar

Adenoamigdalectomia

Código Evodux EVX-ORL-ADA-01-CPH · versão 1.1 · data-base out/2026 · produto licenciado

Análise de custos
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar · Otorrinolaringologia
Adenoamigdalectomia
Custo do procedimento sob a perspectiva do hospital: quanto custa realizar a adenoamigdalectomia em criança, qual preço cobre esse custo com a margem desejada e quanto ele gera hoje em conta aberta.
Adenoamigdalectomia
Código EvoduxEVX-ORL-ADA-01-CPH
Versão1.1
Data-baseOut/2026
Próxima atualizaçãoAbr/2027

Leitura econômica do procedimento

Resumo do produto

ElementoReferência do produto
O que é o produtoCusto de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital
Base técnicaBase técnica Evodux de adenoamigdalectomia · versão 1.1 · data-base out/2026
ProcedimentoAmigdalectomia palatina bilateral associada à adenoidectomia no mesmo tempo cirúrgico, em criança, em caráter eletivo
Códigos TUSS30205034 · Adeno-amigdalectomia (Rol ANS). CBHPM 3.02.05.03-4, porte 7A na 5ª edição; porte anestésico e número de auxiliares a confirmar
EspecialidadeOtorrinolaringologia
Escopo hospitalarComponente hospitalar do episódio; sem OPME no caso índice
Honorários médicosNão incluídos no custo hospitalar (cirurgião otorrinolaringologista, auxiliar e anestesiologista)
Preço de referência EvoduxR$ 3.464,94 (apartamento standard) · R$ 1.749,49 (enfermaria)
Permanência1 diária de acomodação (observação noturna), alta em até 24 horas; UTI não programada
OPMENão aplicável no caso índice
Código e data-baseCódigo Evodux EVX-ORL-ADA-01-CPH · versão 1.1 · data-base out/2026
Escopo do produto
Componente hospitalar do episódio, sem OPME. Honorários do cirurgião otorrinolaringologista, do auxiliar e do anestesiologista não integram o custo hospitalar. Consultas e exames antes da internação, polissonografia, exame anatomopatológico, medicamentos após a alta e retornos ficam fora deste custo. Código TUSS: 30205034.

Como utilizar este produto

Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.

01Confirmar o caso índice

Verifique se os pacientes do hospital correspondem à adenoamigdalectomia pediátrica eletiva por distúrbio respiratório do sono, sem OPME, sem UTI programada e com alta em até 24 horas, que serve de referência ao custo.

02Revisar protocolo e custo

Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.

03Custear a estrutura

Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.

04Precificar o procedimento

Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.

05Medir a operação atual

Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.

06Avaliar propostas e acompanhar

Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.

Quatro grandezas que o produto nunca mistura
Faturamento é o que o hospital cobra. Receita líquida é o que efetivamente recebe depois de glosas e ajustes. Custo é o valor dos recursos consumidos para realizar o procedimento. Resultado é a receita líquida menos tributos, encargos incidentes e custo. A conta hospitalar não é custo e o preço negociado não é custo.

Origem de cada informação

Dado EvoduxDado do hospitalConta importadaCalculadoBenchmark

Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.

Caso índice clínico

Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.

TUSS30205034 · Adeno-amigdalectomia
AnestesiaGeral balanceada · intubação orotraqueal
TécnicaDissecção a frio com hemostasia bipolar · curetagem da adenoide
Permanência1 diária · sem UTI
PremissaCaso índice Evodux
Paciente de referênciaCriança de 5 anos, idade utilizada exclusivamente como referência de modelagem; ASA I ou II
Peso18 kg, peso de referência para as quantidades de medicamentos do caso índice
Condição clínicaDistúrbio respiratório do sono por hipertrofia adenoamigdaliana, com indicação de adenoamigdalectomia definida pelo cirurgião; a diretriz recomenda a amigdalectomia para apneia obstrutiva documentada por polissonografia [C1] (KAS 7), e a indicação no caso índice é decisão clínica; procedimento eletivo; criança clinicamente estável
ComorbidadesSem apneia obstrutiva grave e sem distúrbio de coagulação (exclusões de modelagem). Também sem as condições em que a diretriz recomenda polissonografia antes da cirurgia: menor de 2 anos, obesidade, síndrome de Down, anomalia craniofacial, doença neuromuscular, anemia falciforme ou mucopolissacaridose (KAS 5) [C1]. Nesses casos a jornada pode mudar
ProcedimentoAmigdalectomia palatina bilateral extracapsular associada à adenoidectomia no mesmo tempo cirúrgico
Códigos de referênciaTUSS 30205034 (Adeno-amigdalectomia, Rol ANS); CBHPM 3.02.05.03-4, porte 7A na 5ª edição, porte anestésico e número de auxiliares a confirmar. Códigos relacionados: 30205042 (Adenoidectomia), 30205050 (Amigdalectomia das palatinas) e 30205026 (revisão cirúrgica)
Técnica anestésicaAnestesia geral balanceada: indução inalatória por máscara com sevoflurano, acesso venoso após a indução, propofol e fentanila para a intubação orotraqueal com tubo com balonete, manutenção com sevoflurano, sem bloqueador neuromuscular. Premissa de modelagem, sem fonte específica no produto para a escolha da via aérea
Técnica do procedimentoAbridor de boca; amigdalectomia por dissecção extracapsular a frio, com hemostasia por eletrocautério bipolar e ligadura quando necessária; adenoidectomia por curetagem, com retração do palato mole por sonda e tamponamento com gaze. Na auditoria nacional citada, com adultos e crianças, a dissecção a frio com bipolar só para hemostasia teve mais sangramento que a técnica a frio sem diatermia (OR 1,57), e as técnicas com diatermia bipolar para dissecção tiveram razões de chance maiores (2,47 e 3,20) frente à mesma referência [C2]. Técnica, método de hemostasia e curetagem são premissas de modelagem; a decisão é do cirurgião
AntibióticoNão administrado: a diretriz recomenda não usar antibiótico perioperatório na amigdalectomia [C1] (KAS 10), em linha com a revisão Cochrane [C3]
CorticoideDexametasona intravenosa em dose única intraoperatória [C1] (KAS 11) [A3]. Os estudos usaram de 0,15 a 1,0 mg/kg [A3]; a dose é do anestesiologista; o produto precifica a ampola
AnalgesiaDipirona e ibuprofeno, sem codeína, que a diretriz recomenda não usar em menores de 12 anos [C1] (KAS 14); morfina só como resgate condicional
OPMENão aplicável no caso índice
UTINão programada; zero diária de UTI no caso índice
Permanência prevista1 diária em apartamento standard (ou enfermaria), com alta em até 24 horas da admissão. Para criança de 5 anos sem apneia grave, a diretriz não exige pernoite (a KAS 12 recomenda a monitorização noturna para menores de 3 anos ou apneia grave) [C1]: a diária é premissa institucional de custeio
Regra do caso índice
O caso índice norteia o dimensionamento técnico e econômico. Técnica de dissecção, método de hemostasia, curetagem, ausência de bloqueador neuromuscular e permanência de 1 diária são premissas de modelagem, não indicação clínica. Ajustes por idade, gravidade da apneia, comorbidade e protocolo institucional seguem responsabilidade assistencial.

Jornada e permanência do caso índice

EtapaCaso índice Evodux
AdmissãoNo dia da cirurgia, com o responsável, em jejum conforme o protocolo anestésico, com consulta, exames e avaliação pré-anestésica prévios fora deste custo
Sala cirúrgicaAté 1,5 horas, da entrada na sala à saída: indução inalatória, acesso venoso, intubação, adenoamigdalectomia, revisão da hemostasia e despertar
Recuperação (RPA)Até 1 hora após a cirurgia, com monitorização até os critérios de alta da recuperação
Unidade de internaçãoApartamento standard ou enfermaria com acompanhante: analgesia sem codeína, hidratação venosa até a aceitação de líquidos, dieta líquida fria liberada após o despertar, vigilância de sangramento e de respiração, com oximetria contínua quando houver uso de opioide
UTINão programada. Transferência somente por intercorrência (sangramento com instabilidade, evento respiratório), tratada como evento fora do caso índice
AltaPremissa de custeio: alta em até 24 horas da admissão. A decisão de alta é do médico assistente; critérios clínicos de referência: dor controlada com analgesia oral, sem sangramento, ingerindo líquidos, respiração sem esforço e criança acordada, com orientações aos responsáveis (critérios sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico). Tempo de sala, recuperação e diária são premissas econômicas, não critérios de alta
Total do episódio1 diária de acomodação · 0 diária de UTI · 1,5 horas de sala · 1 hora de recuperação
Por que 1 diária e sem UTI
A diretriz recomenda monitorização hospitalar noturna para menores de 3 anos ou com apneia obstrutiva grave [C1] (KAS 12). O caso índice não tem essas condições: a diária representa a prática de observação noturna adotada como premissa de custeio, e a alta no mesmo dia pode ser simulada em Cenários. UTI planejada, apneia grave, menor de 3 anos ou procedimento associado caracterizam outra jornada e exigem reclassificação.

Como o caso índice deve ser usado

O caso índice é a referência do custo deste produto: adenoamigdalectomia eletiva em criança de 5 anos, sem apneia grave e sem comorbidade relevante, sem OPME, sem UTI programada e com permanência de até uma diária. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.

Amigdalectomia ou adenoidectomia isoladas, criança menor de 3 anos, apneia obstrutiva grave, obesidade ou síndrome associada, revisão cirúrgica por sangramento, associação com timpanotomia para tubo de ventilação ou outro procedimento, uso de ponteira de coblação ou outra tecnologia descartável, UTI programada ou permanência prevista acima de uma diária descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.

Regra de uso
Usar o custo e o preço deste produto somente para episódios que correspondam ao caso índice. Episódios de outra natureza exigem o custo do procedimento correspondente.

Protocolo anestésico

Anestesia geral do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.

AnestesiaGeral balanceada · indução inalatória · intubação orotraqueal
O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Avaliação e preparaçãoConfirmar o enquadramento no caso índice, a ausência de apneia grave, o jejum e o plano anestésico, com o responsável presente.Avaliação antes da anestesia. Líquidos claros permitidos em criança de baixo risco até cerca de 2 horas antes [A2]; leite materno, fórmula e sólidos conforme o protocolo institucional (diretriz ASA de 2017, não conferida nesta revisão).
MonitorizaçãoMonitorizar oxigenação, ventilação com capnografia e circulação durante toda a anestesia, e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita.Cardioscopia com eletrodos pediátricos, oximetria com sensor pediátrico, pressão não invasiva, capnografia e temperatura [A1]. Sensor de oximetria, linha de amostragem da capnografia, manguito pediátrico e sensor de temperatura não estão na composição de itens: tratados como reutilizáveis da estrutura da sala, a confirmar pelo hospital.
Indução inalatóriaInduzir com sevoflurano por máscara facial, com a criança acompanhada até o início da indução.Sevoflurano e máscara facial descartável pediátrica.
Acesso venosoPuncionar acesso venoso periférico após a indução e montar infusão com controle de volume.Cateter 22G, equipo com bureta e torneira de 3 vias.
IntubaçãoAprofundar a anestesia por via venosa e intubar a traqueia, sem bloqueador neuromuscular na configuração de referência.Propofol, fentanila, tubo endotraqueal 5,0 mm com balonete, filtro trocador de calor e umidade pediátrico e fita para fixação. Escolha da via aérea sem fonte específica no produto: premissa a validar pelo responsável técnico.
ManutençãoManter anestesia inalatória com complemento de opioide conforme a resposta.Sevoflurano.
Corticoide e profilaxia de vômitoAdministrar dexametasona em dose única no intraoperatório e associar antiemético.Dexametasona [C1] (KAS 11) [A3] e ondansetrona. A profilaxia multimodal consta do consenso [A4]; a combinação pediátrica específica não foi conferida no texto integral, premissa de modelagem.
AntibióticoNão administrar antibiótico profilático de rotina.Nenhum. Recomendação contra antibiótico perioperatório [C1] (KAS 10) [C3].
Configuração de referência
Técnica de referência do protocolo: anestesia geral balanceada com indução inalatória e intubação orotraqueal, sem bloqueador neuromuscular. Máscara laríngea, anestesia venosa total, bloqueador neuromuscular com reversão e infiltração local não fazem parte da configuração precificada.

Suporte durante e ao fim da anestesia

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Analgesia intraoperatóriaIniciar a analgesia antes do despertar, sem codeína.Dipirona [P4]: evidência limitada a 2 ensaios; dose a critério do anestesiologista.
HidrataçãoManter reposição com cristaloide isotônico durante a cirurgia.Ringer com lactato, 1 frasco de 500 mL, com volume controlado pela bureta. Reposição intraoperatória sem fonte específica no produto (a diretriz de fluidos trata da manutenção) [P1].
Despertar e extubaçãoAspirar a orofaringe sob visão, conferir a hemostasia e extubar a criança com reflexos presentes.Sondas de aspiração traqueal nº 8, seringas e agulhas de preparo.
TransferênciaTransferir para a recuperação com oxigênio e monitorização.Monitorização da recuperação, na estrutura da RPA.
Regra de modelagem
As quantidades de medicamentos e materiais utilizadas na precificação representam premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual. A ampola e o frasco são a unidade de compra, não a dose.

Precificação do protocolo anestésico

Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos de indução, manutenção e hidratação
Fonte econômica
Base Evodux de referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Corticoide, profilaxia de vômito e analgesia
Materiais de via aérea e monitorização
Materiais de acesso, preparo e administraçãoAbertura item a item
Subtotal protocolo anestésico
Fonte econômica
Seringas e agulhas estão abertas por apresentação e quantidade. O sevoflurano está expresso em mililitros consumidos na indução e na manutenção. Honorários do anestesiologista não integram o subtotal.

Referências bibliográficas do protocolo anestésico

Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.

A1
American Society of Anesthesiologists, Committee on Practice Parameters. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Aprovado em 21 de outubro de 1986; última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (padrão de prática da ASA). Standard II: oximetria de pulso, capnografia contínua da intubação à extubação, ECG contínuo, pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita. Não trata da escolha da via aérea nem da monitorização na enfermaria. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA). Seção sobre jejum de 1 hora em pediatria: evidência insuficiente para escolher entre 1 e 2 horas para líquidos claros; declaração de boa prática de permitir líquidos claros em crianças de baixo risco o mais próximo possível do procedimento, até cerca de 2 horas antes. Não trata de leite materno, fórmula nem sólidos, que seguem a diretriz ASA de 2017 (não conferida nesta revisão). doi.org/10.1097/ALN.0000000000004381
A3
Steward DL, Grisel J, Meinzen-Derr J. Steroids for improving recovery following tonsillectomy in children. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(8):CD003997. doi:10.1002/14651858.CD003997.pub2. PMID: 21833946.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (Cochrane), resumo conferido. 19 ensaios, 1.756 crianças; dexametasona intravenosa em dose única intraoperatória (0,15 a 1,0 mg/kg nos estudos) reduziu o vômito nas primeiras 24 horas (RR 0,49), aumentou a chance de retorno à dieta no 1º dia (RR 1,45) e reduziu a dor. Não define dose ótima. doi.org/10.1002/14651858.CD003997.pub2
A4
Gan TJ, Belani KG, Bergese S, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting. Anesth Analg. 2020;131(2):411-448. doi:10.1213/ANE.0000000000004833. PMID: 32467512. Errata: Anesth Analg. 2020;131(5):e241 (PMID: 33094991).
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com endosso de sociedades; só o resumo foi conferido (texto integral por assinatura). Sustenta que a diretriz abrange adultos e crianças, com identificação de risco, profilaxia, inclusive multimodal, e tratamento de resgate. A combinação pediátrica específica, os fatores de risco da amigdalectomia e a regra de resgate com classe diferente não foram conferidos no texto integral. doi.org/10.1213/ANE.0000000000004833

Configuração anestésica e aderência bibliográfica

Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.

Configuração precificada
Versão-base: indução inalatória com sevoflurano, propofol e fentanila para a intubação orotraqueal, manutenção com sevoflurano, dexametasona em dose única, ondansetrona, dipirona intraoperatória e hidratação com Ringer com lactato, sem antibiótico e sem bloqueador neuromuscular. A escolha definitiva segue avaliação individual e protocolo institucional.
Aderência bibliográfica / componentes não incluídos
Sustentados por fonte: monitorização [A1], jejum de líquidos claros [A2], dexametasona em dose única [C1] [A3] e ausência de antibiótico [C1] [C3]. Premissas de modelagem sem fonte específica no produto: escolha da intubação, ausência de bloqueador neuromuscular e combinação ondansetrona com dexametasona (consenso [A4] conferido só no resumo). Máscara laríngea, anestesia venosa total, dexmedetomidina e infiltração local não estão precificadas. Somente os componentes explicitamente apresentados nas tabelas estão precificados nesta versão-base.
Regra para customização
Inclusão de recurso anestésico adicional, como bloqueador neuromuscular com reversão ou anestesia venosa total, exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação, no protocolo institucional.

Protocolo do procedimento

Adenoamigdalectomia do caso índice descrita pelo que será feito, como e com quais recursos.

TécnicaDissecção extracapsular a frio · hemostasia bipolar · curetagem da adenoide

Preparo e posicionamento

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
PosicionamentoPosicionar a criança em decúbito dorsal com coxim sob os ombros e cabeça estendida, e instalar o abridor de boca.Abridor de boca, coxim e instrumental reutilizáveis, na estrutura da sala e da CME.
Campos e paramentaçãoMontar o campo estéril em torno da face e paramentar a equipe.Campos cirúrgicos estéreis, aventais e luvas.
Contagem inicialRegistrar a contagem de gazes antes do início.Gazes contadas, na mesma composição do tamponamento.

Amigdalectomia

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Incisão e dissecçãoIncisar a mucosa do pilar anterior e dissecar cada amígdala no plano extracapsular com instrumental frio.Lâmina nº 12, instrumental frio reutilizável e aspiração. Técnica a frio com hemostasia bipolar: mais sangramento que a técnica a frio sem diatermia (OR 1,57); técnicas com diatermia bipolar para dissecção tiveram razões de chance maiores, em adultos e crianças [C2].
HemostasiaControlar o sangramento da loja com eletrocautério bipolar, compressão com gaze e ligadura quando necessária.Pinça bipolar reutilizável e gerador da sala, gazes e fio absorvível 3-0 (item condicional).
AspiraçãoManter o campo limpo com aspiração contínua.Aspirador cirúrgico com cânula de Yankauer e extensão.

Adenoidectomia, revisão e encerramento

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Retração do palatoTracionar o palato mole com sonda passada pela narina para expor a rinofaringe.Sonda uretral nº 8.
CuretagemRemover a adenoide com cureta e tamponar a rinofaringe com gaze até a hemostasia.Curetas reutilizáveis e gazes. Curetagem sem fonte específica no produto: premissa de modelagem.
Revisão da hemostasiaRetirar o tamponamento, revisar as lojas e a rinofaringe, irrigar e aspirar.Cloreto de sódio 0,9% e aspiração.
Contagem final e transferênciaConferir a contagem de gazes e a retirada do tamponamento, retirar o abridor e liberar para o despertar.Registro da contagem no prontuário.
Segurança do procedimento
Antes da extubação, conferir a retirada do tamponamento da rinofaringe e a contagem de gazes. O sangramento primário (até 24 horas) e o secundário devem ser acompanhados e registrados [C1] (KAS 15a). A diferença de utilização em relação ao protocolo é dado econômico, não julgamento assistencial.

Precificação do protocolo do procedimento

Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Solução de irrigaçãoParte 1 de 3
Fonte econômica
Base Evodux de referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Paramentação, campos e materiais cirúrgicosParte 2 de 3
Materiais da amigdalectomia e da adenoidectomiaParte 3 de 3
Subtotal protocolo do procedimento
Fonte econômica
O procedimento do caso índice não usa OPME. Abridor de boca, curetas, pinça bipolar, instrumental reutilizável, gerador de eletrocautério e equipe operacional aparecem em custos operacionais. O fio 3-0 é item condicional, precificado como premissa. Honorários do cirurgião e do auxiliar não integram o subtotal.

Precificação da OPME

O caso índice não usa OPME. Esta página registra a regra econômica para configurações que usem material especial ou OPME.

Não há item de OPME na referência Evodux deste procedimento. Com o protocolo institucional ativo, o hospital pode incluir aqui um material especial ou OPME que utilize, com quantidade e custo próprios.

Subtotal OPME do caso índice
Dentro do custo padrão
  • Abridor de boca, curetas e instrumental reutilizáveis
  • Pinça bipolar reutilizável e gerador de eletrocautério da sala
  • Fios, gazes e materiais listados no protocolo do procedimento
Outra configuração: custear à parte
  • Ponteira descartável de coblação (radiofrequência)
  • Lâmina descartável de microdebridador
  • Bisturi ultrassônico ou pinça descartável de selagem de vasos
  • Hemostático tópico ou selante de fibrina
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Sem OPME no caso índice: subtotal de OPME igual a zero por definição do protocolo, não por ausência de dado. Material especial ou OPME de outra configuração deve ser custeado separadamente.

Composição detalhada da OPME padrão

ComponenteQtd.Especificação de referênciaLinha de custo
Nenhum componente de OPME0A técnica do caso índice (dissecção a frio, hemostasia bipolar com instrumental reutilizável e curetagem) não utiliza órtese, prótese ou material especial descartávelNão aplicável

Linha mantida para registrar que a ausência de OPME é premissa do caso índice.

Como interpretar a OPME

A configuração desta versão é a referência econômica do caso índice: adenoamigdalectomia com instrumental reutilizável, sem OPME. Essa combinação organiza a precificação do custo; não deve ser apresentada como técnica obrigatória nem como recomendação clínica universal.

Coblação, microdebridador, bisturi ultrassônico, selagem de vasos e hemostáticos tópicos representam outra configuração e devem ser custeados à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente. A auditoria nacional citada observou mais sangramento quando a diatermia foi usada para a dissecção [C2]; ela não é base para comparar coblação ou bisturi ultrassônico neste produto; a escolha da técnica é do cirurgião.

Referências bibliográficas do protocolo do procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.

C1
Mitchell RB, Archer SM, Ishman SL, et al. Clinical Practice Guideline: Tonsillectomy in Children (Update). Otolaryngol Head Neck Surg. 2019;160(1_suppl):S1-S42. doi:10.1177/0194599818801757. PMID: 30798778.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática clínica (AAO-HNSF); enunciados conferidos na Tabela 4. KAS 7: amigdalectomia para apneia obstrutiva documentada por polissonografia. KAS 10: contra antibiótico perioperatório (forte). KAS 11: dexametasona intravenosa em dose única intraoperatória (forte). KAS 12: monitorização hospitalar noturna se menor de 3 anos ou apneia grave. KAS 13: ibuprofeno, paracetamol ou ambos (forte). KAS 14: contra codeína em menores de 12 anos (forte). KAS 15a: acompanhar sangramento primário (até 24 h) e secundário. Texto introdutório: sangramento primário de 0,2% a 2,2% e secundário de 0,1% a 3%. Não define técnica cirúrgica, dose de dexametasona nem critérios de alta. doi.org/10.1177/0194599818801757
C2
Lowe D, van der Meulen J, Cromwell D, et al. Key messages from the National Prospective Tonsillectomy Audit. Laryngoscope. 2007;117(4):717-724. doi:10.1097/MLG.0b013e318031f0b0. PMID: 17415144.
Aplicação: Tipo: coorte prospectiva nacional (auditoria), resumo conferido. 33.921 pacientes, adultos e crianças; hemorragia total de 3,5%. Frente à técnica a frio sem diatermia, a dissecção a frio com diatermia bipolar só para hemostasia teve risco maior (OR 1,57), e as técnicas com diatermia para dissecção tiveram risco ainda maior. Não traz taxas separadas por idade no resumo nem trata da adenoidectomia. doi.org/10.1097/MLG.0b013e318031f0b0
C3
Dhiwakar M, Clement WA, Supriya M, McKerrow W. Antibiotics to reduce post-tonsillectomy morbidity. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(12):CD005607. doi:10.1002/14651858.CD005607.pub4. PMID: 23235625.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (Cochrane), resumo conferido. 10 ensaios, 1.035 participantes; antibiótico não reduziu de forma significativa a hemorragia secundária, a dor ou o uso de analgésicos; único benefício foi menos febre. Autores recomendam contra a prescrição rotineira. A faixa etária dos participantes não foi confirmada no resumo. doi.org/10.1002/14651858.CD005607.pub4
Leitura das referências
As fontes sustentam premissas técnicas usadas na modelagem econômica. Alternativas válidas não tornam a configuração-base obrigatória. Técnica de curetagem da adenoide e uso de sonda para retração do palato não têm fonte específica no produto.

Protocolo pós-procedimento

O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Recuperação após a cirurgia (RPA)Manter monitorização até os critérios institucionais de alta da recuperação e transferir para a unidade de internação.Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme rotina da recuperação pós-anestésica do hospital.
AnalgesiaManter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo, sem codeína; opioide só como resgate.Dipirona [P4] e ibuprofeno [C1] (KAS 13). A revisão Cochrane não exclui aumento do risco de sangramento com anti-inflamatório e mostra menos vômito [P2]: divergência a decidir pelo responsável técnico. A diretriz recomenda não usar codeína em menores de 12 anos [C1] (KAS 14); horário fixo é premissa de modelagem; tramadol não incluído, premissa de modelagem com restrição regulatória a confirmar.
Resgate de dorUsar opioide só se a dor não ceder, com oximetria contínua.Morfina como item condicional. Em crianças com apneia obstrutiva, saturação mínima mais baixa associou-se a menor necessidade de morfina [P3]; dose a critério médico.
Náusea e vômitoTratar vômito com antiemético de resgate, de preferência de classe diferente da profilaxia.Dimenidrinato com piridoxina como item condicional. O consenso trata do resgate [A4]; a regra de classe diferente não foi conferida no texto integral, premissa de modelagem.
Hidratação de manutençãoManter hidratação venosa isotônica até a aceitação de líquidos.Solução glicofisiológica (cloreto de sódio 0,9% com glicose 5%) [P1]. A diretriz pede também cloreto de potássio adequado; o potássio não está precificado e segue a prescrição. A duração até a aceitação de líquidos é premissa de modelagem.
Janela do caso índice
Recuperação de até 1 hora após a cirurgia e internação prevista de até 1 diária. Permanência diferente altera o custo de internação e pode ser simulada em Cenários.

Internação, alta e continuidade assistencial

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Vigilância de sangramentoInspecionar a orofaringe, observar vômito com sangue e deglutição frequente, e registrar o sangramento primário.Avaliação de enfermagem e do cirurgião [C1] (KAS 15a). Sangramento primário relatado de 0,2% a 2,2% [C1].
Vigilância respiratóriaObservar a respiração durante o sono, com oximetria contínua quando houver opioide.Oximetria com o sensor do procedimento. Premissa de modelagem.
Dieta e acompanhanteLiberar líquidos frios assim que a criança estiver acordada e sem vômito, com o responsável presente.Dieta hospitalar e acompanhante, incluídos na diária da acomodação.
Avaliação de altaVerificar dor, sangramento, aceitação de líquidos, respiração e estado de alerta, e entregar as orientações aos responsáveis.Avaliação e orientações de alta. Critérios clínicos sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico.
Continuidade após a altaOrientar analgesia oral, sinais de sangramento e retorno ambulatorial, fora deste custo hospitalar.Plano de alta e seguimento.
Limite financeiro
Medicamentos após a alta, consultas e retornos ambulatoriais, exame anatomopatológico e reinternação por sangramento secundário não integram este custo hospitalar.

Precificação do protocolo pós-procedimento

Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos da internaçãoParte 1 de 2
Fonte econômica
Base Evodux de referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Materiais da internaçãoParte 2 de 2
Subtotal protocolo pós-procedimento
Fonte econômica
Recuperação e acomodação são apresentadas separadamente como componentes de custo hospitalar. A dieta e a acomodação do acompanhante estão incluídas na diária. Morfina e dimenidrinato são itens condicionais, precificados como premissa. O equipo com bureta e o cateter do intraoperatório continuam em uso na internação.

Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.

P1
Feld LG, Neuspiel DR, Foster BA, et al. Clinical Practice Guideline: Maintenance Intravenous Fluids in Children. Pediatrics. 2018;142(6):e20183083. doi:10.1542/peds.2018-3083. PMID: 30478247.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática clínica (AAP), texto integral conferido. Key Action Statement 1A: pacientes de 28 dias a 18 anos que precisam de fluido intravenoso de manutenção devem receber solução isotônica com cloreto de potássio e dextrose adequados (recomendação forte). Não define volume, taxa ou duração para este procedimento nem trata da reposição intraoperatória. Diretrizes da AAP expiram em 5 anos se não reafirmadas; reafirmação não conferida. doi.org/10.1542/peds.2018-3083
P2
Lewis SR, Nicholson A, Cardwell ME, Siviter G, Smith AF. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs and perioperative bleeding in paediatric tonsillectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(7):CD003591. doi:10.1002/14651858.CD003591.pub3. PMID: 23881651.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (Cochrane), resumo conferido. 15 estudos, 1.101 crianças; sangramento com reintervenção sem aumento significativo (Peto OR 1,69; IC 0,71 a 4,01), mas a evidência é insuficiente para excluir aumento de risco; os anti-inflamatórios reduziram o vômito (RR 0,72). Não define dose. doi.org/10.1002/14651858.CD003591.pub3
P3
Brown KA, Laferrière A, Moss IR. Recurrent hypoxemia in young children with obstructive sleep apnea is associated with reduced opioid requirement for analgesia. Anesthesiology. 2004;100(4):806-810. doi:10.1097/00000542-200404000-00009. PMID: 15087614.
Aplicação: Tipo: coorte retrospectiva (estudo observacional), resumo conferido. Em 46 crianças operadas de adenoamigdalectomia por apneia obstrutiva, menor idade e menor saturação mínima antes da cirurgia associaram-se a menor dose de morfina após a cirurgia. Mostra associação, não causa; não define dose de resgate. doi.org/10.1097/00000542-200404000-00009
P4
Stangler MIS, Lubianca JPN, Lubianca JN, Lubianca Neto JF. Dipyrone as pre-emptive measure in postoperative analgesia after tonsillectomy in children: a systematic review. Braz J Otorhinolaryngol. 2021;87(2):227-236. doi:10.1016/j.bjorl.2020.12.005. PMID: 33485779.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática de ensaios randomizados, sem metanálise; texto integral conferido (acesso aberto). Só 2 ensaios incluídos; dipirona com efeito analgésico superior ao placebo e semelhante ao paracetamol na amigdalectomia em crianças; autores pedem mais estudos. Evidência limitada; não define dose para 5 anos nem mostra superioridade sobre ibuprofeno ou paracetamol. doi.org/10.1016/j.bjorl.2020.12.005

Custo do procedimento

Consolidação dos três protocolos precificados e da OPME, na referência Evodux e no custo do hospital.

Custo do procedimento
O que este valor representa
O custo do procedimento reúne os recursos assistenciais diretamente consumidos no caso índice. Sala cirúrgica, RPA, acomodação, impostos e margem não estão incluídos nesta etapa.

Custos operacionais hospitalares

A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.

Referência Evodux
Cada hospital tem o seu custo
Os custos operacionais variam entre hospitais conforme estrutura, porte, produtividade, contratos e tributação. Os valores acima são referência Evodux: cada hospital deve substituir o custo-hora da sala cirúrgica e o percentual de rateio pelos seus custos efetivamente apurados.
Como o custo operacional é calculado
Sala cirúrgica: tempo de sala do caso índice (1,5 h) multiplicado pelo custo-hora de referência (R$ 249,50/h), incluindo sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base. Rateio operacional: 5% sobre o custo total do episódio (custo do procedimento + sala cirúrgica + acomodação), representando de forma simplificada os demais custos operacionais do hospital, sem abertura item a item. Cada custo aparece uma vez; recursos já absorvidos não são recobrados como extra.

Custeio do hospital

Tempos e permanência do caso índice

Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.

Entra no custo só no custeio detalhado (com custo-hora de RPA); no simplificado, a RPA está no rateio e o tempo aparece só na jornada e nos gatilhos

Modo simplificado

Referência simplificada Evodux. Pode ser substituída pelo custeio próprio da instituição.
Inclui sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base
Leito, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, acompanhante e apoio geral; dieta incluída. Vale só para o apartamento
Mesma composição; vale só para a enfermaria

No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.

Resultado do custeio operacional

Acomodação

A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.

Configuração do caso índice
Apartamento standard por até 1 diária. A versão em enfermaria utiliza o mesmo protocolo assistencial e altera apenas o componente de acomodação.
O que a acomodação inclui
Leito ou quarto, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral da unidade e dieta prescrita. A dieta prescrita está incluída na diária de referência.
Contagem das diárias
Regra-base: 1ª diária = admissão até 24 h; a 2ª diária é aberta após 24 h da admissão. A regra pode ser substituída pela convenção contratual da operadora e do hospital.

Composição de preço do procedimento

Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.

Leitura
A diferença entre as configurações decorre apenas da acomodação. Impostos devem refletir a carga efetiva do hospital. Margem de 10% = margem sobre a receita do episódio.

Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .

Precificação do procedimento

Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.

Identificação do procedimento

Base técnica: TUSS 30205034, Adeno-amigdalectomia (Rol ANS)

Premissas de preço do hospital

Substitua pela carga efetiva do hospital
Sobre a receita
Custos financeiros, inadimplência
Preço do procedimento

Composição do preço

Preço por margem

Posicionamento do preço

Preço de tabela do hospital

Códigos TUSS dos itens

Fórmulas aplicadas

Custo do hospital × referência Evodux

Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.

Estrutura do custo: referência Evodux × hospital

A referência Evodux v1.0 não possui linhas próprias de RPA, CME, equipamentos e overhead: esses custos estão representados de forma simplificada pelo rateio operacional de 5% sobre custo direto, sala cirúrgica e acomodação. Por isso, quando o hospital abre esses centros no modo detalhado, a comparação linha a linha deve ser lida junto com a linha de rateio.

Base dos Benchmarks Evodux

Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.

17instituições hospitalares
143procedimentos comparáveis
mai/2025 a mai/2026período de observação
Critério de composição
Os episódios são submetidos a critérios de elegibilidade, padronização de escopo e consolidação por instituição antes da formação dos benchmarks.

Como o benchmark é construído

Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.

  1. Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
  2. Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
  3. Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
  4. Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
  5. Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.

Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3

Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.

Base dos benchmarks
Referências de preço para adenoamigdalectomia pediátrica, sem OPME e com honorários médicos excluídos. P1, P2 e P3 variam por porte, hotelaria e acreditação. Base Evodux: 143 cirurgias comparáveis em 17 hospitais, de maio de 2025 a maio de 2026.

Posição da proposta e do custo do hospital

Critérios dos perfis P1, P2 e P3

A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.

Porte
Complexidade e escala relativa da estrutura hospitalar considerada no benchmark.
Hotelaria
Padrão de acomodação e serviços de hotelaria incorporados à experiência hospitalar.
Acreditação
Nível de acreditação e requisitos de estrutura/processos considerados na classificação.
Como aplicar
P1, P2 e P3 representam perfis hospitalares do mesmo procedimento. P1 corresponde ao perfil de menor estrutura relativa; P2 ao perfil intermediário e referência central; P3 ao perfil de maior estrutura relativa. A classificação resulta da combinação de porte, hotelaria e acreditação, mantendo a mesma configuração técnica do caso índice, sem OPME.
Não são percentis
P1, P2 e P3 não representam percentis estatísticos, quartis, multiplicadores ou percentuais sobre o custo do procedimento. São Benchmarks Evodux de preço por perfil hospitalar.

Conta hospitalar atual

Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.

Enviar a conta atual do hospitalEnvie a conta do procedimento em PDF (ou XLSX/CSV). A conta é lida, classificada e cruzada com o protocolo e os custos Evodux. Nome, CPF e demais identificadores do paciente são descartados na leitura.

Ou informe as médias do faturamento

Médias do período analisado

Se em branco: faturado menos glosa
Se em branco: custo hospitalar total do produto
Tratados como repasse

Composição média da conta faturada

Em branco: mesma premissa de tributos do pacote da operadora (ou 8,65% Evodux, se não informada)

Análise econômica da operação atual

Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.

Pacote particular do procedimento

Orçamento da adenoamigdalectomia para o paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.

Como o orçamento é montado
Três opções para o paciente, que variam no que ele recebe: acomodação, configuração de OPME, tempo de sala e diárias incluídos. Todas usam os mesmos custos-base do hospital e as mesmas premissas de custo operacional, imposto e margem. A proteção contra intercorrências pode vir das contas reais do hospital. O orçamento sai com as condições do pacote, os preços dos adicionais e as condições de pagamento.

1. Custos-base do hospital

GrupoBase de cálculoCusto unitário (R$)Origem
Taxa de salaCusto-hora da sala cirúrgica
Diária · Apartamento standardCusto da diária
Diária · EnfermariaCusto da diária
Materiais e medicamentosProtocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento
OPME padrãoConfiguração do caso índice
Exames e avaliação antes do procedimentoHospital
Cirurgião otorrinolaringologista
Auxiliar
Anestesiologista

2. Proteção contra intercorrências

Reserva

3. Premissas de preço do hospital

4. Três opções para o paciente

5. Condições de pagamento

Em branco: à vista sem a taxa do cartão

6. Comparação com a conta aberta do hospital

7. Condições do pacote e adicionais

Não incluído no pacote

Preço dos adicionais

8. Orçamento para o paciente

9. Projeção

10. Referências de preço particular publicadas

Fórmulas aplicadas

Análise de conta do procedimento

Transforme contas hospitalares reais da adenoamigdalectomia em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.

Proteção de dados. A análise é centrada no procedimento e no consumo de recursos. Colunas e linhas com nome, CPF, carteirinha, prontuário, data de nascimento e outros identificadores são descartadas na importação. Cada conta recebe um identificador técnico de episódio (EP-001, EP-002...). Os dados permanecem neste navegador e só saem dele se o usuário exportar.

Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT

Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.

Como a leitura funciona

XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.

Pacote proposto pela operadora

Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.

Substitua pela carga efetiva do hospital
Obrigatório quando incluídos
Prazo, antecipação, inadimplência
Em branco: mensal × 12

Conta aberta × pacote

O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.

Volume

Em branco: mensal × 12

Preço, margem e ponto de equilíbrio

O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.

Margem-alvo

Faixa de negociação

A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.

Cenários e sensibilidade

Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.

Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador

Risco econômico do pacote

No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.

Variabilidade do custo por episódio

Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.

Preparação para negociação

Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.

Cláusulas a pactuar

Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.

Roteiro de implantação

Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.

01Diagnóstico

Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.

02Custeio

Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.

03Alinhamento clínico

Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.

04Aprovação de protocolo

Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.

05Precificação

Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.

06Parametrização operacional

Atualizar kit do procedimento, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.

07Piloto

Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.

08Revisão periódica

Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.

Papéis e responsabilidades

ÁreaResponsabilidade na implantação
Direção executivaPatrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante.
Direção técnica / clínicaCoordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional.
Coordenação de otorrinolaringologiaValida a técnica do procedimento, os materiais especiais e as justificativas de exceção e reclassificação.
AnestesiologiaValida a técnica anestésica e os recursos anestésicos precificados.
Enfermagem do centro cirúrgico e da internaçãoValida tempos, RPA, vigilância de sangramento e de via aérea, oximetria contínua quando indicada e rotinas de alta.
Farmácia e suprimentosParametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição.
Controladoria e custosInforma custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado.
FaturamentoParametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens.
Qualidade e segurança do pacienteAcompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento.
Relacionamento com operadorasConduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente.

Entregas mínimas da implantação

Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.

Regra de implantação
A alteração de valores econômicos não modifica automaticamente o caso índice, o protocolo, as quantidades, a configuração clínica ou as regras de elegibilidade. Mudanças clínicas, alterações relevantes de OPME e ampliação do escopo devem ser avaliadas separadamente e formalmente aprovadas.

Governança clínica

Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.

Princípio
A configuração do produto é uma referência técnico-econômica do caso índice. Ela não deve ser utilizada como protocolo médico obrigatório nem como justificativa para impedir uma alternativa clinicamente necessária. A decisão de técnica de amigdalectomia, método de hemostasia e indicação de adenoidectomia permanece do cirurgião otorrinolaringologista; a técnica anestésica definitiva segue a avaliação individual e o protocolo institucional.
Separação de decisões
Decisão clínica é das áreas assistenciais. Controladoria, faturamento e relacionamento com operadoras apoiam com a leitura econômica, mas não decidem conduta. Indicadores não alteram remuneração automaticamente.

Comitê de governança clínica do protocolo

Composição
Direção técnica (coordenação), coordenação de otorrinolaringologia, anestesiologia, pediatria, enfermagem do centro cirúrgico e da internação, farmácia, qualidade e segurança do paciente. Controladoria participa como apoio econômico.
Atribuições
Validar a aderência do protocolo; analisar desvios; decidir exceções e reclassificações; aprovar mudanças de protocolo; acompanhar indicadores assistenciais; registrar decisões e responsáveis.
Rito
Reunião de implantação antes do primeiro caso. Acompanhamento mensal nos primeiros meses. Revisão econômico-assistencial trimestral ou conforme o volume. Revisão extraordinária diante de evento adverso relevante.
Registro
Toda decisão gera registro com data, episódio ou tema, decisão, justificativa e responsável. Decisões que alteram o protocolo seguem o fluxo de aprovação de protocolo divergente.

O que a governança clínica acompanha

TemaO que observarOnde no produto
Aderência ao caso índiceEpisódios custeados como adenoamigdalectomia pediátrica eletiva que não correspondem ao caso índice (idade, comorbidade, AOS grave, procedimento associado).
Aderência ao protocoloUtilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência.
Tempos e permanênciaTempo de sala acima de 1,5 h, recuperação acima de 1 h e permanência acima de 1 diária.
Materiais especiaisPonteira de coblação, bisturi ultrassônico ou microdebridador descartáveis, não previstos no caso índice, com justificativa.
Qualidade e segurançaSangramento pós-amigdalectomia (primário e secundário) com ou sem reabordagem, evento respiratório na recuperação, desidratação, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento.

Registro de decisões da governança clínica

Aprovação de protocolo divergente

O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.

Quando se aplica
Sempre que a prática atual do hospital divergir da referência em técnica, recurso, quantidade, OPME, tempo de sala, RPA ou permanência, e o hospital pretender manter essa prática no procedimento que será custeado.

Primeiro, classificar a divergência

Equivalência
Recurso diferente com a mesma função e categoria técnica, sem aumento de custo relevante (por exemplo, marca equivalente de material). Registra-se a equivalência; não há novo protocolo.
Protocolo institucional
Diferença de técnica ou recurso com justificativa clínica institucional. Exige protocolo institucional aprovado, versionado e com o custo recalculado.
Fora do caso índice
A divergência muda a população ou a jornada (criança menor de 3 anos, apneia obstrutiva grave, comorbidade relevante, procedimento associado como timpanotomia para tubo de ventilação, UTI programada). Não é mudança de protocolo: o episódio exige o custo de outro procedimento.

Fluxo de aprovação

  1. Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
  2. Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
  3. Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
  4. Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
  5. Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
  6. Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v1.0, com data, alterações realizadas e responsável.
  7. Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
  8. Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Regras da base técnica
Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo. Inclusão de recurso adicional exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação. Mudanças entre modalidades já previstas não abrem exceção automática.

Solicitações de mudança de protocolo

Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.

Protocolo institucional

A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à Base técnica Evodux de adenoamigdalectomia v1.1. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.

Identificação da versão

Alterações em relação à referência Evodux

Onde editar

Regra de uso
Toda alteração de protocolo deve passar pela aprovação de protocolo divergente e pela governança clínica antes de ser ativada. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação; atualização de preços não altera o protocolo. A análise de contas continua comparando a utilização real com a referência Evodux.

Indicadores

Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.

Eventos assistenciais do período

Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.

Previsto × realizado

Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.

Dashboards

Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.

Metodologia de precificação Evodux

Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.

  1. Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
  2. Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
  3. Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
  4. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
  5. Consolidação do custo do procedimento.
  6. Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
  7. Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
  8. Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
  9. Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
Base Evodux e regra de customização
Base Evodux: referências de aquisição e premissas de custeio na data-base indicada. Na customização, o hospital pode substituir preços, custos, acomodação, impostos e margem, preservando escopo, quantidades e fórmulas do produto.

A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.

Camada econômica do hospital

  1. Caso índice e premissas clínicas de modelagem (Base técnica Evodux de adenoamigdalectomia v1.1).
  2. Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
  3. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
  4. Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
  5. Custo hospitalar total do episódio.
  6. Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
  7. Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
  8. Contexto comparativo pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
  9. Cenários, variabilidade, risco e volume.
  10. Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.

Fórmulas

GrandezaFórmula
Receita líquidaFaturamento − glosas e ajustes
ResultadoReceita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses
MargemResultado ÷ receita líquida
Preço de equilíbrioCusto ÷ (1 − tributos − outros percentuais incidentes); com glosa esperada g: Custo ÷ [(1 − g) × (1 − tributos − outros)]
Preço para margem-alvoCusto ÷ (1 − tributos − margem − demais percentuais incidentes sobre receita)
Sala cirúrgica no procedimentoTempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60)
RPA no procedimentoTempo de RPA × custo-hora RPA
InternaçãoPermanência × custo paciente-dia
Equipamento[(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento
Referência Evodux simplificada5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação)

Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 2.818,73, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 3.464,94 em apartamento standard.

Proteção de dados

O produto não requer dados de pacientes. Identificadores presentes em arquivos importados são descartados na leitura; o episódio é identificado por código técnico. Os dados informados ficam armazenados no navegador do usuário e só são transferidos quando exportados por ele. Recomenda-se que as contas sejam extraídas do sistema hospitalar já sem identificação do paciente.

Disclaimer e limitações

Premissas, limitações e condições de uso.

Natureza do produto
Referência técnico-econômica do custo do procedimento cirúrgico hospitalar; não constitui indicação de procedimento, prescrição ou protocolo médico obrigatório.
Responsabilidade assistencial
Técnica anestésica, técnica de amigdalectomia e de hemostasia, analgesia, profilaxia de vômito, indicação de observação noturna e demais condutas devem seguir protocolo institucional e julgamento profissional.
Premissas de consumo
As quantidades são premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Base Evodux
Custos e Benchmarks apresentados decorrem da metodologia e da base Evodux na data-base indicada e podem variar por região, porte, contratos, produtividade, tecnologia e tributação.
Customização econômica
O hospital pode substituir preços de medicamentos, materiais, OPME, serviços, acomodação, custos operacionais, impostos e margem pelas suas referências próprias. A substituição deve preservar a rastreabilidade da unidade, quantidade, escopo e fórmula de cálculo.
Custos operacionais
Podem ser substituídos pelos custos efetivamente apurados pelo prestador, preservando os direcionadores e sem duplicidade com itens já incorporados ao custo.
Benchmarks Evodux
P1, P2 e P3 são referências de preço por perfil hospitalar Evodux e não garantem preço, saving, remuneração ou resultado financeiro.
Honorários médicos
Cirurgião otorrinolaringologista, auxiliar e anestesiologista permanecem excluídos do preço hospitalar.
Decisão do hospital
O produto fornece informação para decisão. Não recomenda aceitar ou recusar propostas. A análise de contas não conclui sobre adequação assistencial: diferença de utilização é um dado econômico, não um julgamento clínico.

Índice de referências

Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.

CódigoEscopoReferências
A1-A4Protocolo anestésicoASA monitorização básica (norma) · ASA jejum pré-operatório 2023 (diretriz) · Steward 2011, dexametasona na amigdalectomia (revisão Cochrane) · Quarto consenso de náusea e vômito pós-operatórios 2020 (consenso)
C1-C3Protocolo do procedimentoAAO-HNSF 2019, amigdalectomia em crianças (diretriz) · Lowe 2007, auditoria nacional de amigdalectomia (coorte prospectiva) · Dhiwakar 2012, antibióticos (revisão Cochrane)
P1-P4Protocolo pós-procedimentoAAP 2018, fluidos de manutenção (diretriz) · Lewis 2013, anti-inflamatórios e sangramento (revisão Cochrane) · Brown 2004, apneia e necessidade de morfina (coorte retrospectiva) · Stangler 2021, dipirona (revisão sistemática)
Rastreabilidade
As referências completas aparecem no encerramento de cada bloco clínico. Cada fonte está associada às premissas específicas que sustenta; o tipo de cada fonte está indicado. Este índice serve para navegação executiva e não substitui as citações detalhadas.
Controle de versão
Versão 1.1 · data-base out/2026 · próxima atualização: abril de 2027. A versão 1.1 incorpora os Benchmarks Evodux e o custo-hora de sala Base Evodux; protocolo inalterado desde a 1.0. Versões customizadas devem registrar cliente, data e alterações realizadas, vinculadas à versão 1.1. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo.

Protocolo anestésico

A1
American Society of Anesthesiologists, Committee on Practice Parameters. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Aprovado em 21 de outubro de 1986; última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (padrão de prática da ASA). Standard II: oximetria de pulso, capnografia contínua da intubação à extubação, ECG contínuo, pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita. Não trata da escolha da via aérea nem da monitorização na enfermaria. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA). Seção sobre jejum de 1 hora em pediatria: evidência insuficiente para escolher entre 1 e 2 horas para líquidos claros; declaração de boa prática de permitir líquidos claros em crianças de baixo risco o mais próximo possível do procedimento, até cerca de 2 horas antes. Não trata de leite materno, fórmula nem sólidos, que seguem a diretriz ASA de 2017 (não conferida nesta revisão). doi.org/10.1097/ALN.0000000000004381
A3
Steward DL, Grisel J, Meinzen-Derr J. Steroids for improving recovery following tonsillectomy in children. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(8):CD003997. doi:10.1002/14651858.CD003997.pub2. PMID: 21833946.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (Cochrane), resumo conferido. 19 ensaios, 1.756 crianças; dexametasona intravenosa em dose única intraoperatória (0,15 a 1,0 mg/kg nos estudos) reduziu o vômito nas primeiras 24 horas (RR 0,49), aumentou a chance de retorno à dieta no 1º dia (RR 1,45) e reduziu a dor. Não define dose ótima. doi.org/10.1002/14651858.CD003997.pub2
A4
Gan TJ, Belani KG, Bergese S, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting. Anesth Analg. 2020;131(2):411-448. doi:10.1213/ANE.0000000000004833. PMID: 32467512. Errata: Anesth Analg. 2020;131(5):e241 (PMID: 33094991).
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com endosso de sociedades; só o resumo foi conferido (texto integral por assinatura). Sustenta que a diretriz abrange adultos e crianças, com identificação de risco, profilaxia, inclusive multimodal, e tratamento de resgate. A combinação pediátrica específica, os fatores de risco da amigdalectomia e a regra de resgate com classe diferente não foram conferidos no texto integral. doi.org/10.1213/ANE.0000000000004833

Protocolo do procedimento

C1
Mitchell RB, Archer SM, Ishman SL, et al. Clinical Practice Guideline: Tonsillectomy in Children (Update). Otolaryngol Head Neck Surg. 2019;160(1_suppl):S1-S42. doi:10.1177/0194599818801757. PMID: 30798778.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática clínica (AAO-HNSF); enunciados conferidos na Tabela 4. KAS 7: amigdalectomia para apneia obstrutiva documentada por polissonografia. KAS 10: contra antibiótico perioperatório (forte). KAS 11: dexametasona intravenosa em dose única intraoperatória (forte). KAS 12: monitorização hospitalar noturna se menor de 3 anos ou apneia grave. KAS 13: ibuprofeno, paracetamol ou ambos (forte). KAS 14: contra codeína em menores de 12 anos (forte). KAS 15a: acompanhar sangramento primário (até 24 h) e secundário. Texto introdutório: sangramento primário de 0,2% a 2,2% e secundário de 0,1% a 3%. Não define técnica cirúrgica, dose de dexametasona nem critérios de alta. doi.org/10.1177/0194599818801757
C2
Lowe D, van der Meulen J, Cromwell D, et al. Key messages from the National Prospective Tonsillectomy Audit. Laryngoscope. 2007;117(4):717-724. doi:10.1097/MLG.0b013e318031f0b0. PMID: 17415144.
Aplicação: Tipo: coorte prospectiva nacional (auditoria), resumo conferido. 33.921 pacientes, adultos e crianças; hemorragia total de 3,5%. Frente à técnica a frio sem diatermia, a dissecção a frio com diatermia bipolar só para hemostasia teve risco maior (OR 1,57), e as técnicas com diatermia para dissecção tiveram risco ainda maior. Não traz taxas separadas por idade no resumo nem trata da adenoidectomia. doi.org/10.1097/MLG.0b013e318031f0b0
C3
Dhiwakar M, Clement WA, Supriya M, McKerrow W. Antibiotics to reduce post-tonsillectomy morbidity. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(12):CD005607. doi:10.1002/14651858.CD005607.pub4. PMID: 23235625.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (Cochrane), resumo conferido. 10 ensaios, 1.035 participantes; antibiótico não reduziu de forma significativa a hemorragia secundária, a dor ou o uso de analgésicos; único benefício foi menos febre. Autores recomendam contra a prescrição rotineira. A faixa etária dos participantes não foi confirmada no resumo. doi.org/10.1002/14651858.CD005607.pub4

Protocolo pós-procedimento

P1
Feld LG, Neuspiel DR, Foster BA, et al. Clinical Practice Guideline: Maintenance Intravenous Fluids in Children. Pediatrics. 2018;142(6):e20183083. doi:10.1542/peds.2018-3083. PMID: 30478247.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática clínica (AAP), texto integral conferido. Key Action Statement 1A: pacientes de 28 dias a 18 anos que precisam de fluido intravenoso de manutenção devem receber solução isotônica com cloreto de potássio e dextrose adequados (recomendação forte). Não define volume, taxa ou duração para este procedimento nem trata da reposição intraoperatória. Diretrizes da AAP expiram em 5 anos se não reafirmadas; reafirmação não conferida. doi.org/10.1542/peds.2018-3083
P2
Lewis SR, Nicholson A, Cardwell ME, Siviter G, Smith AF. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs and perioperative bleeding in paediatric tonsillectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(7):CD003591. doi:10.1002/14651858.CD003591.pub3. PMID: 23881651.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (Cochrane), resumo conferido. 15 estudos, 1.101 crianças; sangramento com reintervenção sem aumento significativo (Peto OR 1,69; IC 0,71 a 4,01), mas a evidência é insuficiente para excluir aumento de risco; os anti-inflamatórios reduziram o vômito (RR 0,72). Não define dose. doi.org/10.1002/14651858.CD003591.pub3
P3
Brown KA, Laferrière A, Moss IR. Recurrent hypoxemia in young children with obstructive sleep apnea is associated with reduced opioid requirement for analgesia. Anesthesiology. 2004;100(4):806-810. doi:10.1097/00000542-200404000-00009. PMID: 15087614.
Aplicação: Tipo: coorte retrospectiva (estudo observacional), resumo conferido. Em 46 crianças operadas de adenoamigdalectomia por apneia obstrutiva, menor idade e menor saturação mínima antes da cirurgia associaram-se a menor dose de morfina após a cirurgia. Mostra associação, não causa; não define dose de resgate. doi.org/10.1097/00000542-200404000-00009
P4
Stangler MIS, Lubianca JPN, Lubianca JN, Lubianca Neto JF. Dipyrone as pre-emptive measure in postoperative analgesia after tonsillectomy in children: a systematic review. Braz J Otorhinolaryngol. 2021;87(2):227-236. doi:10.1016/j.bjorl.2020.12.005. PMID: 33485779.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática de ensaios randomizados, sem metanálise; texto integral conferido (acesso aberto). Só 2 ensaios incluídos; dipirona com efeito analgésico superior ao placebo e semelhante ao paracetamol na amigdalectomia em crianças; autores pedem mais estudos. Evidência limitada; não define dose para 5 anos nem mostra superioridade sobre ibuprofeno ou paracetamol. doi.org/10.1016/j.bjorl.2020.12.005

Cenários salvos

Guarde versões da análise para comparar, duplicar, editar e restaurar: referência Evodux, cenário hospital, conta atual, negociação, contraproposta, contratado, previsto e realizado.

Rastreabilidade

Cada indicador com o dado de origem, a fonte, a premissa, a fórmula e o resultado. Nenhum dado ausente é tratado como zero sem aviso.

Revisão técnica: unidades, dados, importação e bibliotecas. Não representa validação clínica nem integração concluída.